Inicialmente feita para fiscalização pela Polícia Florestal da década de 70, hoje é o paraíso Off Road da região Sul de São Paulo.
Como Todo trilheiro gosta começamos no Centro do município de Itapecerica da Serra/SP.
Ponto de Abastecimento obrigatório na praça central da cidade, Posto da Serra onde fica também a padaria da Serra, a mais tradicional da cidade, onde você pode aproveitar e dar uma forrada no estomago pois, só terá condições de comer algo ao final da 1ª parte.
Motos abastecidas, e hora de botar o pé na estrada, ou melhor as rodas.....
Descemos pela XV de Novembro, contornamos o cemitério até a estradinha de asfalto que leva ao Itaclube, onde fazemos um pequeno desvio estratégico para podermos botar as rodas na terra, pelo menos por um tempinho. Você deve pegar uma SUBIDINHA... daquelas de alta mesmo, só que cuidado, tem erosão grande no meio da rampa e teve maluco que já tomou altos capotes no trecho. Mantendo sempre à direita nas bifurcações, logo você vai chegar na Rod Regis Bitencourt, a ponto de cruzá-la e pegar outra estrada de terra que finalmente leva à trilha. Vale a pena avisar.!! Muito cuidado na hora de cruzar a rodovia pois os caminhões e carros que passam por ali vem em velocidade e não têm muita visão das motos.
Neste trecho da BR-116 prox. Ao Km 292, um pouco antes do Cemitério da Paz, você vai pegar a Estrada dos Godoi ate o final, quando ela passa então a se chamar Estrada dos Xavi. Trecho sem desvios de aproximadamente 5 Km de terra, onde no 2º Km você deve encontrar o ultimo bar disponível antes de se embrenhar no meio do mato.
A entrada da trilha fica ä direita, exatamente na porteira do sitio do Pierro e vale a pena dar uma paradinha para checar se todo mundo está presente e tudo esta OK, pois daí pra frente........ SÓ MATO FECHADO !!!
A parte inicial é bem seca, com muitas raízes e buracos que podem torcer a Bike e te levar pro chão logo no começo. Então vêem os atoleiros. Pequenos no inicio mas sempre aumentando de tamanho e dificuldade. Pneus bons, com cravos grandes, são fundamentais para vencer o barro espesso, característico desta trilha.
Trechos de subidas e descidas muito lisas e escorregadias, onde você só conseguirá andar pelo meio dos facões formados pelos Jipes ou até mesmo dentro deles, como única alternativa para seguir. O controle de aceleração e a clássica fritada de embreagem será de fundamental importância em alguns pontos, sob risco de você tomar um róla daqueles e se encher do mais puro barro do Verde.
Ë comum encontrarmos Bikers, Jipeiros e até mesmo grupos à cavalo no percurso portanto, deixe os mais experientes e conhecedores da trilha irem na frente pois eles também lhe mostrarão o caminho mais seguro.
Existem muitos desvios pela mata como única alternativa de passagem, pois você encontrará atoleiros e poças fundas de lama que pode atolar sua moto até o tanque. Caso isto aconteça, sua vela ficará inutilizada e seu carburador em pandarecos......!!!!!
Sem falar que, a menos que você tenha uma moto com partida elétrica, você não conseguirá pedalar e dar partida, tendo que, literalmente arrancar a moto do barro NA UNHA !!!
Acredite se quiser...!!! Dizem que num destes atoleiros, passamos por cima da capota de um Land Rover que entupiu e nunca mais foi retirado..!!!
Eu nunca vi, más...... sei lá, dá até pra acreditar. !!!
Na parte final encontraremos um dos poucos trechos de alta, com muitas curvas de nível e terreno seco. Neste ponto, se você tem um certo controle da tração e está acostumado, poderá dar altos Jumps. Os morretes te jogam pra cima mesmo e você poderá curtir um dos trechos mais legais e rápidos da 1ªparte mas, tenha um certo cuidado pois, neste trecho encontraremos um casebre no meio do mato e a dica que eu dou é a seguinte: ACELERA !!! Antigamente diziam que ali moravam uns caras da pesada !! Eu nunca parei pra ver ....!!
Após uma subida de saibro nervosa, com o cabo torcido, você vai pegar um trecho de descida  até sair numa estradinha de terra, mais ou menos bem conservada, sinalizando o final da 1ª parte do Verde. Você então deverá pegar ä esquerda e descer até a linha do trem. Logo no meio da descida você encontra umas casinhas com moradores, portanto manere no acelerador pois não queremos atropelar ninguém, certo ??
Cruzando a linha do trem, vem um trecho de estrada  chamada Estrada Fabio Pires Cintra, com altas curvas. O pega entre as Bikes é inevitável mas, nunca e demais lembrar  CUIDADO !!!!
Neste trecho existe trafego de veículos e pode-se trombar uma Brasília velha quando menos se espera...., ou até mesmo outra galera de trilheiros entrando na trilha pela porta de trás, para fazer a 1ª parte ao contrário o que, diga-se de passagem, é muito legal também.
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Seguindo reto em frente, chegamos novamente para cruzar a Rod. Regis Bitencourt e voltar para Itapecerica passando pela Aldeinha. Acompanharemos a linha do trem por uns 04 Km até a saída para a Estrada da Pedreira, sobre a única ponte que você encontrará neste trecho.