2ª Parte Do Verde
Trecho - Aproximadamente 25Km
Grau de Dificuldade- Intermediário => Pró
Pontos de Apoiso- Antes do início e ao término do trecho.
Combustível - N/D Durante o trecho
A 2 ª Parte da Trilha do Verde e um desafio um pouco mais radical e vale muito a pena.  Iremos abordar aqui o percurso sendo percorrido ao contrario do modo convencional começando do final para o inicio.(ou seja como falamos a 2ª ao Contrario)
O grau de dificuldades aumenta consideravelmente mas com as mesmas características da 1ª Parte. 
MUUUITO BARRO..... Atoleiros maiores, com pequeno numero de desvios na mata. Isto quer dizer que você terá que encarar o barro de frente mesmo, sempre escolhendo os melhores pontos de passagem e acelerar mesmo. Existem alguns poucos trechos de alta também, onde você pode torcer o cabo,  mas moderadamente..!!!
Então começam os pontos travados. Pequenos no inicio mas sempre aumentando de tamanho e dificuldade. Como os atoleiros são grandes, ocupando muitas vezes toda largura da trilha, você terá que alternar pelos lados direito e esquerdo para encontrar os melhores pontos de passagem.
Vencidos alguns dos maiores atoleiros desta parte, que representam, aproximadamente metade de toda a 2ª parte, você encontrará uma subida inclinada e bem íngreme, com muita,.... muita erosão. Vá sempre pelo meio, escolhendo a melhor passagem pelas valetas e não se desvie pois, apesar de existirem caminhos laterais margeando a subida, não levam a lugar algum e provavelmente você terá que voltar ao inicio da subida e começar tudo de novo, perdendo muito tempo e correndo risco de escorregar barranco abaixo. E olha que o barranco é grande !! 
Existe um desvio lateral à direita, onde a descida é mais leve e mais fácil. Mas trilheiro que se preza não quer facilidade e encara a parada por mais feia que pareça. É montar nos freios, inclinar o corpo para trás e descer pelo lado direito do facão pois, assim você tem controle do freio traseiro e pode usar a perna esquerda como apoio na descida.  Caso você perca o pé na descida, não tente segurar a moto. Será mais fácil deixar a magrela tomar um chão e você deslizar no barro para para o lado oposto, evitando assim se enroscar com ela.
Você pode terminar embaixo da moto e ter problemas mais sérios.
Terminada esta descida, saia pela direita, pois vencer o atoleiro no final do pico é um pouco mais difícil. Os Jeeps cavaram muito a depressão e você corre o risco de ficar atolado até o tanque. Vencido o atoleiro você deverá encarar algumas subidas. A pior delas parece um paredão, mas é relativamente simples: Incline o corpo para frente e acelere com fé e a subida parecerá fácil.
Um pouco mais de trecho seco e você finalmente chegará ao final da 2a. parte da TRILHA DO VERDE. Vire à esquerda 90º  e siga reto, sempre à esquerda até sair no entroncamento com o final da 1a. parte.
Se você e estiver com fome na descida sentido a pista tem um barzinho e ai geralmente que todos os que passaram pelo verde param pra contar ao seus companheiros sobre seus tombos e trocar aquela ideia.
Se gostou da materia e esta a fim de ir para esta trilha nos mande um email para contato@trilhadoverde.com.br
e nao deixem de ver nossa seção de FOTOS . Meus agradecimentos a todos
 
 
 
 
DICAS IMPORTANTES PARA A 2ª. PARTE
 
 
1-   NUNCA vá sozinho, com uma turma pequena e principalmente, sem ninguém que conhece a trilha muito bem. Legal fazer a trilha com um grupo de 06 a 12 pessoas.
2-     Marque horário e um ponto de encontro bem conhecido para que todos seus amigos possam chegar a tempo para o lance e não se esqueça. Todos entram na trilha, todos saem da trilha. NUNCA !!.. deixe seus companheiros para trás. Trilheiro é como irmão de sangue, FALEI ???
3-   Não se esqueça de levar um jogo básico de ferramentas e acessórios.
4-    Se tiver alguém da turma que entende de mecânica básica de motos, melhor. 
5-     Vale a pena também, caso sua estatura permita, levantar um pouco a moto. Calço para as suspensões dianteiras e traseiras são aconselháveis para preservar as partes baixas da moto, pois as raízes, buracos e facões no meio do percurso são grandes mesmo e, ter um pedal do câmbio ou do freio quebrados na trilha, é a última coisa que queremos, certo ?